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Obesidade e sedentarismo são problemas de saúde pública no Brasil?

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perguntada Set 9, 2015 em Saúde Pública por danielcajueiro (5,526 pontos)  
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1 Resposta

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respondida Set 17, 2015 por Sabrina Oliveira (391 pontos)  
selecionada Set 17, 2015 por danielcajueiro
 
Melhor resposta

A obesidade e o sedentarismo são problemas de saúde pública no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou um pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso ideal. Segundo o estudo, 42,7% da população estava acima do peso ideal no ano de 2006. Em 2011, esse número passou para 48,5%. O levantamento é da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico) e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
O estudo também revelou que o sobrepeso é maior entre os homens: 52,6% deles está acima do peso ideal. Entre as mulheres, esse valor é de 44,7%.

A pesquisa também diz que o excesso de peso nos homens começa na juventude: na idade de 18 a 24 anos, 29,4% já está acima do peso ideal; entre 25 e 34 anos são 55%; e entre 34 e 65 anos esse número sobe para 63%.

Já entre as mulheres, 25,4% apresentam sobrepeso entre 18 e 24 anos; 39,9% entre 25 e 34 anos; e, entre 45 e 54 anos, o valor mais que dobra, se comparado com a juventude, passando para 55,9%.

O governo brasileiro está começando a se preocupar com essa questão, tanto que foram divulgados um programa de combate e prevenção às doenças crônicas e um projeto para prevenção de obesidade. Esperamos que esses programas tenham continuidade e que sejam duradouros, pois os resultados levam anos para aparecer.

Os hábitos alimentares do brasileiro não mudam: Continuamos comendo poucas frutas e verduras, como fazíamos outrora. Da mesma forma, a carne gordurosa é a preferência nacional há muito tempo. O que tem mudado ao longo dos anos é o aumento do consumo de alimentos industrializados e de produtos prontos para uso com alto teor calórico.

O sedentarismo é mais perigoso para a saúde do que a obesidade. Um estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition" concluiu que a falta de exercícios físicos aparece relacionada a duas vezes mais mortes do que a obesidade.

Mas não é preciso ser um atleta para desfrutar dos benefícios dos exercícios para a saúde, segundo o estudo. O simples fato de passar da categoria de "inativo" para "moderadamente inativo" - o que envolve fazer o equivalente a uma caminhada de 20 minutos todos os dias - já diminui o risco de morte prematura entre 16 a 30%.

"É uma mensagem simples: apenas uma pequena quantidade de atividade física por dia poderia ter benefícios substanciais para a saúde para pessoas que são fisicamente inativas". "Apesar de termos descoberto que apenas 20 minutos fariam diferença, devemos procurar fazer mais do que isso. A atividade física tem muitos benefícios provados para a saúde e deveria ser uma parte importante do nosso cotidiano."

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