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Como se sair bem numa entrevista de emprego, quando o entrevistador é um psicológo ou analista de RH?

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perguntada Nov 10, 2015 em Finanças por Lincoln Guabajara (31 pontos)  

Prezados,

Recentemente fiz uma dinâmica de grupo para o programa de trainees do Citibank, e fui reprovado. De acordo com a psicóloga, meu perfil era muito inflexível e questionador.

Não queria entrar no mérito desse feedback, mas achei curioso uma candidata que confundia as definições de juros e inflação ter sido aprovada.

Enfim, acredito que essa pergunta possa ser relevante, pois vários membros desse grupo tem formação mais técnica e talvez tenham passado por situações semelhantes, em que talvez a falta de traquejo/habilidade social ofusquem boas e ótimas formações técnicas.

abs a todos

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1 Resposta

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respondida Nov 11, 2015 por danielcajueiro (5,566 pontos)  

Normalmente, quando na fase inicial de um processo seletivo você encara uma psicóloga ou um outro profissional de RH, você pode esperar que ela está lá para atuar com algum dos três objetivos:

1) Aplicar testes no estilo GRE para deixar para a fase seguinte apenas candidatos com QI acima da média.

2) Fazer dinâmica de grupos.

3) Filtrar pessoas com comportamentos indesejados ou ainda buscar pessoas com algum tipo de característica desejada (por exemplo, pessoas que saibam lidar com a diversidade).

Através de treino você consegue se preparar para o primeiro ponto acima que ocorrem comumente (sem aviso prévio) em empresas grandes de consultoria ou até empresas do setor industrial ou bancos, os outros pontos são mais difíceis de se preparar.

Se realmente seu perfil é inflexível e questionador (não estou dizendo ou sugerindo que é), você deve trabalhar nisso. Se não é, você precisa prestar atenção a esse assunto e entender porque a psicóloga achou que você era. Normas sociais dizem que as pessoas não gostam desse tipo de perfil. Não sou da área de psicologia (e inclusive fiz essa pergunta aqui que até essa data não foi respondida), mas muito interessado em assuntos que as pessoas normalmente colocam na cesta daquilo que chamam de liderança. Nesse contexto, posso te sugerir alguns livros que na minha humilde opinião são os melhores sobre o assunto (gostaria de tê-los conhecido antes):

1) Para você reconsiderar o seu perfil questionador (se ele é real):

How to Win Friends & Influence People - Dale Carnegie

The Servant: A Simple Story About the True Essence of Leadership - James C. Hunter

2) Para entender porque outras coisas além de conhecimento técnico também são importantes:

Emotional Intelligence - Daniel Goleman

Social Intelligence: The New Science of Human Relationships - Daniel Goleman

Acho que todos esses livros já foram traduzidos para português. Social intelligence está na lista de melhores livros não técnicos que já li. Daniel Goleman é um escritor excepcional e (se não me engano) tem PhD em psicologia em Harvard.

comentou Nov 11, 2015 por professor (331 pontos)  
Esses livros são muito bem escritos. Mesmo que você não goste do tema, provavelmente você vai gostar da experiência de ler esses livros.
comentou Nov 11, 2015 por danielcajueiro (5,566 pontos)  
Sim! É uma leitura divertida para qualquer um. Com exceção do Servant que é uma fábula, os outros três são cheios de exemplos reais, históricos e legais.
comentou Nov 12, 2015 por Lincoln Guabajara (31 pontos)  
Muitíssimo obrigado pela resposta, Prof. Cajueiro.

Já li alguns dos livros que citou, mas ainda não conhecia esse Social intelligence. Vou providenciar.

Eu ainda acredito que fui penalizado nessa dinâmica de grupo. O rótudo de questionador, acredito que veio da seguinte análise:

1) Foi estabelecido um trabalho em grupo, e os membros precisavam oferecer produtos e serviços do banco. Para tentar direcionar o trabalho, eu fiz uma série de perguntas, de forma a forcá-los a pensar e identificar qual seria a melhor forma de vender para o tipo de cliente em questão.
Durante 3 ou 4 minutos, as psicológas rondavam os grupos e depois os deixavam. Por azar, só me avaliaram nesses momentos em que eu fazia perguntas. Por isso me rotularam de questionador.
Em outro grupo, um candidato que fez college em Stanford, fez summer job na Pimco e  teve passagens pelo Goldmann Sachs teve postura parecida, e em certo ponto sugeriu fazer um IPO, como em seu grupo alguns nem sequer sabiam o que era isso, ele teve que insistir, mesmo depois de explicar. Ele também foi reprovado, e em seu feedback ouviu que era muito impositivo.


É provável que a minha reprovação e a desse candidato, tenha se dado pelo 3º tópico de sua resposta. Até concordo que deveria ter dosado mais um pouco o comportamento, e me adequado ao perfil mais comercial, e menos agressivo e talvez impositivo como se espera, imagino, em uma área de investment banking.
Entretanto, me pergunto, qual a racionalidade de se eliminar candidatos mediante a uma avaliação de 2 ou 3 minutos? E também imagino que se algum gestor estivesse por lá, os resutaldos seriam diferentes.
comentou Nov 12, 2015 por danielcajueiro (5,566 pontos)  
Normalmente, nesses eventos se faz uma escolha sem considerar a parte técnica e depois dentre aqueles selecionados se escolhe um perfil técnico desejado. Como vc disse 3 minutos é pouco para conhecer uma pessoa e talvez tenha sido falta de sorte mesmo. Realmente é difícil saber o que se passa na cabeça desses avaliadores, pois cada um busca um perfil diferente. Mas de qualquer forma é importante nos policiar.
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