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Quais as principais Leis em Economia?

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perguntada Dez 1, 2017 em Economia por Stuart Mill (1,454 pontos)  

Ou as principais proposições criadas por economistas e enunciadas como leis.

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2 Respostas

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respondida Jan 19 por Raíssa (876 pontos)  

Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes - Utilizada amplamente pelos clássicos, inicialmente com relação à terra, mas que foi posteriormente utilizada para descrever fins de utilidade e valor. O primeiro pão que você como teria mais valor que o sexto pão que você comesse no dia por exemplo. Existem excessões, há quem diga que quanto mais dinheiro se tem, mais dinheiro se quer! Não há saciedade nesse caso rs.

Lei da Demanda- preço aumenta, demanda cai, grosso modo. Novamente existem variados exemplos que isso não necessariamente acontece.

Lei da Oferta e da Procura. Os efeitos da oferta e da procura determinam os preços e as quantidades.

São essas as que lembro no momento, mas certamente existem muito mais!

comentou Jan 19 por Stuart Mill (1,454 pontos)  
Bem observado. De fato, a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes decorre diretamente da escassez (e talvez alguma forma de racionalidade). Como há escassez, há um número finito de usos para os insumos disponíveis. A forma ótima de alocar esses recursos finitos é alocá-los nos usos que geram maior retorno. Portanto, a próxima unidade (marginal) necessariamente será alocada em um uso inferior a todos os alocados anteriormente. Caso contrário, o agente não está alocando seus insumos nos usos de melhor retorno (ou seja, menor custo, em termos da next best alternative).
comentou Jan 19 por Raíssa (876 pontos)  
Acredito que confundi Lei dos Rendimentos Decrescentes com Utilidade Marginal Decrescente. Como a teoria de utilidade é cardinal, esse raciocínio de um possível furo da Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes estaria errado? Agora eu que estou perguntando kk.
comentou Jan 19 por Stuart Mill (1,454 pontos)  
Acho que o raciocínio pros dois casos é o mesmo. Na verdade, a lei dos rendimentos marginais decrescentes é um subcaso da utilidade marginal decrescente, uma vez que o valor relevante pros retornos é o valor subjetivo utilitário. O output físico da produção, em si, é sem significado, só importa o valor subjetivo atribuído a ele (isto é, a capacidade dele satisfazer determinados fins, que são ordenados em uma escala subjetiva). Cada real adicional necessariamente será gasto em um fim inferior (menos urgente) em relação ao real anterior. E não precisa de cardinalidade pra isso, basta que o agente saiba ordenar os fins e aloque os seus recursos (escassos) disponíveis para os fins mais "urgentes" primeiro.
comentou Jan 20 por Raíssa (876 pontos)  
Entendi, obrigada!
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respondida Jan 19 por Stuart Mill (1,454 pontos)  

Uma outra "lei" é a chamada Lei de Gresham, que geralmente é expressa como "a moeda ruim expulsa a moeda boa", mas essa explicação é meio incompleta. O que a lei diz é que, quando existe uma paridade fixa pelo estado entre dois tipos de moeda (de ouro e de prata, por exemplo) em que, na cotação oficial, o a moeda boa (ouro) está subvalorizada em relação à má (prata) (isto é, subvalorizada em relação à cotação que emerge das trocas voluntárias), há uma possibilidade de arbitragem: comprar as moedas de ouro (boas) com as moedas de prata (ruins) e guardá-las/derreter o ouro e vender no mercado; e também há um incentivo para nunca usar as moedas boas nas transações (pois seu preço na cotação oficial está abaixo do valor que as pessoas atribuem a ela), e só usar as moedas ruins.

Na verdade isso foi descoberto bem antes do Gresham por diversas pessoas, mas o nome da lei historicamente acabou sendo atribuído a ele. Acho que os escolásticos por exemplo já discutiam isso (talvez com algumas diferenças de conclusão). Uma boa referência histórica para essa ideia é An Austrian Perspective on the History of Economic Thought. Nele é atribuído inclusive a primeira enunciação da lei a Oresme e Aristófanes (capítulo 3).

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