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Quais os melhores formatos para EAD? Como as universidades e escolas devem migrar para essa plataforma?

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perguntada Abr 17 em Gestão Acadêmica por Raíssa (876 pontos)  

Pergunta colocada no momento atual de pandemia do COVID, mas que pode ser utilizada posteriormente por gestores da educação, haja vistos os desafios da sociedade.

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2 Respostas

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respondida Jun 2 por danielcajueiro (6,051 pontos)  
selecionada Jun 2 por Raíssa
 
Melhor resposta

Os melhores formatos dependem muito da qualidade da rede e também da origem dos estudantes.

O que quero dizer é que num país como o Brasil em que a internet cai o tempo todo eu tendo a preferir aulas gravadas com apenas poucos encontros ou até ferramentas adicionais para tirar dúvidas.

Uma outra questão é o acesso dos estudantes vulneráveis a internet. Com as aulas gravadas, fica mais fácil eles poderem acessar a aula em qualquer horário. Por exemplo, pode haver apenas um celular em casa com acesso a internet. Tendo dito isso, tenho tido uma experiencia interessante com um curso que estou dando usando a plataforma Webex da cisco online. Mesmo com a rede instável como é no Brasil, podemos dizer que temos tido poucos problemas.

Como meus cursos são mais matemáticos ou computacionais preparo os slides e transmito a tela do meu ipad onde escrevo ideias para complementar o slide como se estivesse em um quadro em sala de aula. Tem funcionado muito bem. Na verdade, acho que as aulas estão até melhor que em sala, pois é como se estivesse escrevendo em um caderno.

Tendo dito isso, acho que em qualquer área, acho que a universidade deve deixar o professor livre para escolher qual o melhor formato para ele. Nada melhor do que o professor que conhece mais a disciplina escolha o formato adequado.

comentou Jun 2 por Raíssa (876 pontos)  
Bom ponto. Como aluna tenho gostado bastante desse formato do tablet, num curso tb mais matematizado. Aulas em áudio tb podem suprir esse problema da internet, e dependendo da matéria podem ser uma alternativa para não consumir muitos dados.
comentou Jun 2 por danielcajueiro (6,051 pontos)  
Infelizmente, a UnB ainda não retornou as aulas. Muito triste. Está tendo uma certa inação nesse sentido. O principal argumento é que não se tem uma boa solução para os vulneráveis. Eu aceitaria bem esse ponto se os departamentos depois de 2 meses tivessem feito o levantamento de quem são os vulneráveis, que não tem acesso a internet ou não tem computador, mas nem isso foi feito ainda. Acho lamentável uma universidade com esse tamanha e importância no centro oeste ser tão morosa para tomar decisões importantes. Apenas para deixar claro, o curso que estou dando acima é para o IPEA, foi acertado antes da pandemia e rapidamente se tornou um curso remoto. Tinha dado um outro curso no semestre anterior para eles e o pessoal é capaz de comparar os cursos. Pelo que sei a USP rapidamente conseguiu resolver esses problemas.
comentou Jun 3 por Raíssa (876 pontos)  
Pelo que vi dos comunicados da reitoria da USP, disponibilizaram kits de internet para alunos mais vulneráveis. E as aulas tb são gravadas para o aluno ter possibilidade de assistir de maneira assíncrona. Parar o semestre não é uma medida progressista, muito pelo contrário, visto que o custo de se ficar "parado" é maior para os mais vulneráveis. Compilar esses dados e fazer um estudo detalhado do que pode ser feito deveria ser a medida que a meu ver daria mais resultados para a sociedade, e seria inclusive mais progressista.
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respondida Jun 2 por Raíssa (876 pontos)  

Esta pasta do drive organizada por diversos professores do mundo inteiro reúne bastante informação sobre isso, e pode auxiliar o professor, aluno e gestor da educação a otimizar o estudo nesse formato remoto.

comentou Jun 2 por danielcajueiro (6,051 pontos)  
Muito bom! Não conhecia esse resumo.
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