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Como analisar a desigualdade com a teoria microeconômica mainstream?

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perguntada Nov 7 em Economia por Raíssa (441 pontos)  
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1 Resposta

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respondida Nov 11 por danielcajueiro (5,171 pontos)  

Não sou especialista no tema, mas acredito que desigualdade dentro de mainstream economics não é considerada uma questão importante, mas sim pobreza (que deve ser considerada com cuidado). Por exemplo, educação de qualidade é um insumo fundamental para todos as classes sociais que pode ser usada para a redução de pobreza. Bolsa Família é um programa de redução de pobreza que segue uma agenda liberal (apesar de todos os erros de desenho), pois dá dinheiro as famílias e as deixa decidir o que fazer com o dinheiro, que é diferente de o estado fornecer uma "cesta básica" as famílias ou obrigar as famílias a consumirem em mercados estatais como ocorre em cuba.

Na economia mainstream, a desigualdade é inclusive positiva, pois é uma consequencia dos diferentes níveis de produtividade marginal, escolaridade (educação) e habilidade. Pessoas que possuem mais desses atributos devem ser recompensadas.

Por outro lado, as tentativas opostas que tentam minimizar a desigualdade entre as pessoas (por exemplo, em regimes comunistas) acabam tornando todos mais pobres, pois aqueles que teriam produtividade ou habilidade acima da média não teriam interesse por exemplo em inovar, gerar grandes retornos ou simplesmente viver nessas sociedades. Em regimes comunistas, vemos por exemplo essas pessoas especiais fugindo (existiram vários casos no passado de atletas cubanos que fugiram de cuba) para fazer carreiras mais lucrativas nos Estados Unidos.

Até agora não respondi sua pergunta, mas se você deseja fazer essa tentativa, imagino que sua pergunta faça mais sentido num contexto de macro mainstream (que de fato é microfundamentada). Não conheço muito essa literatura, mas imagino que você deveria comparar o efeito por exemplo de choques em duas populações com níveis de desigualdade diferentes. Como não conheço bem essa literatura o que vou mencionar agora é chute, mas acredito os maiores problemas aparecerão para indivíduos mais pobres (os choques macroeconômicos afetarão os mais pobres) e não necessariamente pelas sociedades serem mais ou menos desiguais. Ou seja, independente das sociedades serem mais ou menos desiguais, quem serão sempre mais afetados são os mais pobres. Numa sociedade, totalmente iqualitária todos os choques afetarão igualmente todos os indivíduos, mas note que essa sociedade será mais pobre, pois, como mencionado acima, porque um indivíduo "mais habilidoso" se esforçaria mais para receber o mesmo que outro menos habilidoso?

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