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Quais doenças que foram erradicadas no Brasil no passado voltaram recentemente a se manifestar? Como os gerente de saúde brasileiros lidam com esse tipo de problema?

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perguntada Mar 4, 2015 em Saúde Pública por danielcajueiro (5,171 pontos)  
editado Mar 7, 2015 por danielcajueiro

Como esse problema é tratado pelo governo?

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1 Resposta

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respondida Set 6, 2015 por Sabrina Oliveira (391 pontos)  
selecionada Set 6, 2015 por danielcajueiro
 
Melhor resposta

Doenças emergentes estão associadas ao surgimento ou à identificação de um novo problema de saúde como a febre hemorrágica pelo vírus Ebola, a AIDS, a hepatite C, a hantavirose e a influenza aviária. No caso da influenza aviária, desde os primeiros registros de infecção humana por esse vírus de aves, a comunidade internacional está em alerta para o risco potencial de uma nova pandemia de gripe em populações humanas.

As doenças reemergentes indicam mudança no comportamento epidemiológico de doenças já conhecidas, que haviam sido controladas, mas que voltaram a apresentar ameaça à saúde humana. Na história do Brasil, por exemplo, registra-se o retorno da dengue e da cólera e a expansão da leishmaniose visceral.

Para o enfrentamento das doenças emergentes e reemergentes o fortalecimento da vigilância epidemiológica, especialmente no que diz respeito à sua capacidade de detecção precoce, tem um papel fundamental. Médicos, enfermeiros, médicos veterinários e demais profissionais da assistência devem ser capacitados para identificar casos suspeitos e para auxiliar no processo de investigação e da adoção das medidas de controle.

Epidemiologistas devem estar qualificados para realizar investigações de campo e monitorar o comportamento das doenças em indivíduos e em populações, além de disporem de um sistema de informações ágil, necessário à tomada de decisão em tempo oportuno. É necessário fortalecer as atividades de vigilância em saúde ambiental e sanitária e em saúde pública veterinária, pois a emergência e a reemergência de doenças infecciosas resultam da interação do homem com o ambiente. As condições sanitárias dos alimentos e das populações devem ser monitorados de forma rotineira e eficiente, de modo que previnam ou, pelo menos, alertem precocemente a comunidade para o risco da emergência de doenças. Isto exige mecanismos ágeis de comunicação entre os diferentes serviços envolvidos.

Fontes:

BOULOS, M. Doenças emergentes e reemergentes no Brasil. Ciência Hoje, v. 29, n. 170, p. 58-60, 2001.

LUNA, E. J. A. A emergência das doenças emergentes e as doenças infecciosas emergentes e reemergentes no Brasil. Rev. Bras. Epidemiol., v. 5, n. 3, 2002.

Ministério da Saúde da República do Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde. Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza, 3ª versão. Brasília, 2006.

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